domingo, 23 de diciembre de 2012

Una sonrisa en navidad


Hoy me puse a pensar en todas las navidades de mi vida, aunque lo primero que a muchos se nos viene a la mente son los regalos, las luces, el árbol y la cena; otros recordamos con mucha alegría y nostalgia a nuestra familia, pues es costumbre para muchos que la navidad sea una fiesta para pasarla todos unidos, aunque con mucha sinceridad soy una excepción a la regla.

Y como dicen algunos amigos (psicólogos), que los meses que nos ponen nostálgicos son febrero, septiembre y diciembre, es por ello obvio que en este mes y cerca a estas fechas uno se dé un momento para  reflexionar sobre su vida, aunque eso genere un sentimiento interno muy extraño.

Pero salir a entregar un chocolate y un paneton a niños y niñas de la calle, me han demostrado que aunque muchas personas puedan dormir tranquilas esperando los regalos para esta navidad, hay otros niños que no cuentan con los recursos para ello, con ese regalo, luces, árbol o cena y por otro lado no pueden darse ese momento de reflexión, pues en sus cabezas solo se encuentra el seguir trabajando para llevar unas monedas a su hogar.

Es por ello, que hoy no quise recordar, no quise reflexionar, solo buscar una sonrisa de aquellas personas que no la tienen, porque suena egoísta pensar sobre uno mismo en uno en estas fiestas y no pensar en aquellos niños que esperan un cambio en sus vidas, aunque reconozco que no puedo brindarles ese cambio, ver una sonrisa en sus rostros es un paso importante porque ella tiene un gran valor.

La sonrisa de un niño, es el mejor regalo que se puede recibir, regalo que se tiene recibe con mucho amor y aprecio, regalo que no hace humanos, que nos hace ricos del alma, que puede hacer llorar hasta los que pensamos que somos la excepción de la regla en esta navidad, donde la sonrisa de un niño es la luz que debemos de tratar de mantener encendida.

viernes, 24 de agosto de 2012

Volver

Volver después de casi un año, me hace dar cuenta que el mundo va muy rápido y mis ideas muy despacio, por ello es tiempo de volver a escribir...

jueves, 1 de marzo de 2012

Aguas de março (Tom Jobim) - Fito Paez



É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o Matita Pereira.

É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira.

É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho.

É um estrepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando.

É a lenha, é o dia, é o fim da picada.
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama.

É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração.

É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração.

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração.

Pau, pedra, fim caminho
resto toco, pouco sozinho
Caco vidro, vida, sol
noite, morte, laço, anzol
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração.